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Meus Irmãos

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Paciência - Por Arnaldo Jabôr



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...
E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para DEUS!
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta... não sei...
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...

...SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

                                                                                     (Arnaldo Jabor)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Umbanda é Movimento



Caros irmãos, no texto de hoje gostaria de falar, de forma bem breve, sobre um conceito muito falado em nosso Blog – que Umbanda é movimento – e as implicações desta idéia em nossas giras.

Umbanda é regida ao som da música, esta que é o mantra tão necessário para nossos trabalhos espirituais. É através desta que é trabalhada a vibração e energia, além de trazer grande alegria que, para muitos, é um dos principais charmes da Umbanda.

Como todos sabem, toda a gira contem médiuns encarregados em trabalhar nessa função de extrema importância, a de executar e direcionar esse trabalho musical – os Ogans e os Sambas. Porém, embora a responsabilidade desta tarefa seja deles, a corrente não fica totalmente isenta. Para existir um bom trabalho, com bastante energia, se vê necessária a participação de toda a corrente. Para podermos entender melhor o que quero dizer, vou fazer um pequeno desvio para falar sobre as várias funções que podem, a cada momento, estar sendo executadas durante uma gira.

Temos os médiuns que estão trabalhando incorporados, seja no toco ou no meio. Temos também os médiuns que dão suporte às entidades e a seus consulentes, os cambones. Existe os capitães e pais/mães pequenos que, quando não incorporados, estão assiduamente trabalhando para manter a gira em ordem, assim como providenciar assistência a eventuais necessidades de entidades, consulentes e médiuns. Finalmente, os Sambas e Ogans que estão trabalhando com as energias através da música.

 Sobra sempre, então, uma parte de médiuns que não estão executando as funções citadas acima. Alguns podem não saber o que fazer, ou mesmo acreditam que não existe o que fazer. Porém, pensar dessa forma seria uma falácia, pois existe um trabalho muitíssimo importante a ser executado – o de segurar a corrente e doar energia para os trabalhos. Isso exige uma grande concentração por parte desses médiuns.

Agora, eu entendo que, para muitos, manter um nível alto de concentração possa ser difícil (principalmente em períodos de tempo mais longos. Eu admito ter dificuldade com isso também). Porém, essa concentração é necessária para nossos trabalhos durante a gira, e portanto é importante nos treinarmos a conseguir mantê-la. E isso não significa fechar os olhos, e ficar pensando “não posso pensar em nada não posso pensar em nada” como um mantra, pois isso não é estar concentrado no trabalho, é estar concentrado em não pensar. Nossa mentes não foram feitas para parar de funcionar totalmente e focar apenas em uma coisa por vez, afinal biologicamente falando, nosso cérebro é multi-tarefa por natureza.

Uma forma bem interessante de conseguir atingir essa concentração, é através da própria música da Umbanda. Cantando os pontos, batendo palma, dançando ao som dos atabaques – tudo isso ajuda o médium a entrar no estado mental do que está fazendo. Se deixando contagiar, então, por essa energia musical, o médium entra em sintonia vibratória com a corrente, as entidades e a energia dos trabalhos realizados.

Por Daniel Alves

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Conto de Preto

                                                      
             Caminhei com fé e com dor.

          Caminhei na fé e no amor.

          Caminhei com Deus e Nossa Senhora.

          Caminhei no chicote e fui banido de Angola.

          Minha vida inteira Caminhei, sonhando em algum dia ser um Rei.

          Rei de cor que nunca tive, para fugir do deslize, que não sei se tive.

          Eu sou um Preto, sou crioulo, Sou um Preto estimado.

          Minha vida foi sempre um Cajado, mais meu amor sempre teve ao meu lado.

          Amor de Preto era uma Senhora, que nunca me abandonou, nem mesmo na degola.

          Senhora Guerreira e Justiceira.

          A Nossa Senhora de ANGOLA.

          A Senhora dos Orixás, Mãe de todas as energias vitais, Mãe da natureza Feliz, Mãe dos Mortais e dos Imortais, a Minha Mãe Angola.

          Ai que saudade de Angola.

          Que agora não vejo mais, pois fui banido da minha Terra, para meus Caminhos de volta, jamais encontrar.

          Que Preto sou eu?

          Não sei dizer.

          Que Preto tu és?

          Não sei dizer.

          O que sei dizer e que Preto eu sou, e Branco foste tu que me maltratou.

          Sem pena e sem dor, e sem Amor.

          Mais Branco não tenha mais dó, pois agora finalmente sou Rei.

          Rei do meu amor.

          Pois morri e acordei na minha Angola.

          A Angola de Meu Pai, o Rei Redentor, o Nosso Senhor Deus Salvador.

          Angola de Luanda, Huambo e Benguela, Angola de Lobito e Lubango.

          Angola do Cristianismo, trazido pelos meus irmãos de cor de Rei, os Brancos Portugueses.

          Angola das minhas tradições tribais.

          A minha Mãe Angola, o meu Amor.

          Caminhei com fé e com dor.

          Caminhei na fé e no amor.

          Caminhei com Deus e Nossa Senhora.

          E nunca mais caminharei no chicote dos Reis de cor, que me baniram de Angola, o meu Amor.



        Autor : Ronaldo Jatapequara

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Diante da Consciência



A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.
Que vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.

Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:
  
na conduta - sinceridade;
no sentimento - limpeza;
na idéia - elevação;
na atividade - serviço;
no repouso - dignidade;
na alegria - temperança;
na dor - paciência;
no lar - devotamento;
na rua - gentileza;
na profissão - diligência;
no estudo - aplicação;
no poder - liberalidade;
na afeição - equilíbrio;
na corrigenda - misericórdia;
na ofensa - perdão;
no direito - desprendimento;
na obrigação - resgate;
na posse - abnegação;
na carência - conformidade;
na tentação - resistência;
na conversa - proveito;
no ensino - demonstração;
no conselho - exemplo.

Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que oferecemos a cada um.


- Emmanuel  &  Francisco C. Xavier -
Obra: Estude e Viva.

domingo, 9 de setembro de 2012



          Fé não é uma questão de conveniência. Fé não é uma muleta milagrosa. Fé não é satisfação de caprichos, mas “um meio de demonstrar as realidades que não se vêem”.
          A fé a qual se referia Jesus Cristo é aquela que vibra no coração das criaturas que acreditam que Deus tudo vê e provê. Essa fé verdadeira, que respeita os ritmos e os ciclos naturais da vida, considera que tudo está certo e nada está fora dos domínios da Ordem Providencial.
          Ter fé é aceitar a dor e a dificuldade em nossas vidas como pedidos de renovação. Ter fé é perceber as nossas limitações e, da mesma forma, as dos outros e perdoar sempre.
          Nossa consciência de vida é diminuta e frágil. Como esperar que um paralítico possa caminhar por uma ladeira íngreme, repleta de fendas e pedregulhos, com precisão e agilidade, sem vacilar? É óbvio que o erro traz conseqüências para quem errou, mas a Vida Maior não tem como método de educação punir ou condenar. Ela visa apenas transformar a “energia do ato” na “consciência do ato”. Em outras palavras, quer que a criatura possa extrair do erro ensinamentos e que fique cada vez mais atento às leis que regem sua existência. Portanto, ter fé é aprender a nos perdoar e aos outros, para que possamos ser perdoados.
          Ter fé é entender que não se consegue paz meramente pedindo, e sim fechando as portas das sensações exteriores a fim de penetrar no sentido interior – a intuição sapiencial.
          Enfim, ter fé é compreender que “Deus está em tudo, e tudo está em Deus”, conforme legitimou Jesus Cristo: “Quem me vê, vê o Pai. Como podes dizer: Mostra-nos o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?”. Ou mesmo, quando asseverou “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste”.
          Sobre isso também escreve Paulo de Tarso em I Coríntios, 15:28: “para que Deus seja tudo em todos”, pois, na realidade, o Criador Excelso está em todas as criações e criaturas, mas não se confunde com nenhuma delas, nem nelas se dissipa.


          Francisco do Espírito Santo Neto - Ditado por Hammed, do livro Um Modo de Entender, uma Nova Forma de Viver.



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ensinamentos de Pai Joaquim de Angola



Esse nêgo véio recebeu autorização de tentar passar alguns ensinamentos.

Os filhos tem ideia ou pensador de quanto se prepara antes de abrir uma gira?

De quantos espíritos envolvidos na proteção, na firmeza, e no trabalhador para que tenhamos o material suficiente para trabalharmos?

Venho há muito tempo observando que os trabalhos realizados nos terreiros estão deixando buracos que nos fazem trabalhar muito mais do que seria necessário.

Os buracos não estão na construção física da casa, estão na construção dos sentimentos de cada filho responsável pelo seu dever, dever esse, que não será cobrado por nós, e sim por vocês mesmos, que ao ingressarem num terreiro, estão confirmando os votos que assim o fizeram antes desta encarnação.

O dever de cada um deverá ser cumprido por cada um, para que se possa a passos curtos darem a firmeza do que prometeram ao Alto.

Em um trabalho espiritual é muito diferente dos trabalhos que os filhos já realizam no trabalhador material de cada um. A diferença está naquilo que se propôs dar de si, em favor dos demais.

Não precisamos de muitos médiuns para os trabalhos se realizarem, precisamos de médiuns interessados em fazer o que prometeram.

Vejo que muitos filhos passam a vida procurando não sei o que, quando os filhos já encontraram, mas não sabem se entregar ao que deva ser feito. A firmeza de um terreiro não está somente nos materiais de cultos, nos assentamentos, ou na porteira. A maior firmeza está em cada filho que entra no terreiro levando o que há de mais puro em seu peito e em seu pensador que é o amor ao próximo, conforme nosso Pai Maior nos ensinou.

Para que serve os banhos, as velas, a roupa branca, se o pensador e o bate bate não condizem com o proposto.

Filhos lembrem-se sempre, a maior caridade que podemos fazer é ajudarmos nossos irmãos para que ajudemos a nós mesmos.

Todos temos um verdadeiro dever a ser cumprido, não importa a grandeza das obras e sim o significado que ela representa a quem necessita.

E assim esse véio agradece pela oportunidade de ajudar a quem procura a ajuda da alma.

Saravá Umbanda!


Pai Joaquim de Angola

Psicografado pelo médium Wigder Monteiro Neto

“Aquilo que é impenetrável para nós existe de fato. Por trás dos segredos da natureza há algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião.”

Albert Einstein.

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
Clique na Imagem e Leia o Livro.

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Pense Nisso...

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda