Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Meus Irmãos

Assine o nosso...

sábado, 23 de junho de 2012

O Bater Cabeça na Umbanda



O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.

Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade.

Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento.

Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo Congá (Altar).

Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para  os sacerdotes,  sacerdotisas ou os mais velhos na religião.


Saudação Diante do Congá:

Peço Força ao nosso Pai Oxalá
Peço Benção aos Pais e Mães desta Casa
Saúdo minha coroa diante do Pai Maior
Salve!


Fonte: http://almaumbandista.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ser Umbandista...



Ser Umbandista...
Não é dirigir-se ao templo apenas por imposição do medo.
Não é aproveitar da religião para buscar luxo e vaidade.
Não é mostrar-se interesseiro indo a templos à procura de vantagens imateriais.
Não é beneficiar-se da mediunidade, recebendo presentes caríssimos.

Não é levar vida cômoda a sombra dos ensinamentos dos guias e protetores.
Não é pretender consolar o irmão aflito e desesperar-se com seus próprios problemas.
Não é ser gentil com os ricos e grosseiros com os pobres.
Não é invejar o colega, buscando prejudicá-lo apenas por inveja e através de intrigas.
Não é perturbar-se com a ingratidão do irmão mal agradecido.
Não é buscar fama para satisfazer o orgulho.
Não é aparecer em publico, ostentando jóias que seus protetores ganharam na intenção de ajudar o próximo, pois custou o suor alheio.
Não é se envaidecer com suas entidades dizendo aos outros que tem um guia mais bonito ou poderoso, todos são iguais perante o criador.
Não é cobrar por ajuda, pois o dom da mediunidade foi nos dado de graça.

Ser Umbandista...
É saber amar, perdoar, esquecendo a ofensa do irmão que o magoou.
É transformar a própria dor em sentimento de alegria.
É procurar adquirir cultura, instruindo-se para poder instruir.
É possuir mente e coração brilhantes para iluminarem caminhos obscuros e pedregosos.
É estar indiferente a elogios e imune a criticas de pessoas incompreensivas.
É agradecer aos guias e protetores que o escolheram para servi-lhes de interprete.
É entoar hinos de louvor ao Pai que lá alto também socorre.
É construir-se em tabua de salvação a irmãos naufragados no mar do desespero.
E carregar a bandeira da fé, amor, paz, humildade, caridade, respeito com entusiasmo e dedicação.
E dar exemplos de moral e virtudes para que outros o sigam.
E esquecer-se de si mesmo, auxiliando aflitos e sofredores.
E sentir os problemas do próximo, como se fossem seus também engolindo o egocentrismo e prepotência.
E seguir ao Mestre Jesus, levando paciente a própria cruz ate o calvário.

Palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas


"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Qual o Procedimento Correto?


     
         Como devem estar vestidos os médiuns durante as sessões?

Devem usar somente o branco ou podem usar roupas coloridas? E as mulheres podem ou não podem usar calças compridas, ainda que brancas?

Podemos notar que apesar de acharmos tão simples a maneira que cada um deve vestir-se nas sessões de Umbanda, há muitas maneiras e muitas contestações.

Há casas que permitem mulheres de calças brancas e um guarda-pó à semelhança dos homens, ou mesmo um tipo de roupa que mais assemelha-se a uma bata para as mulheres e outras casas que só permitem que as mulheres usem as roupas de baiana, inclusive não deixando que assistentes do sexo feminino, se porventura, ao longo das sessões venham a ser mediunizadas, permanecerem no salão sem que lhes tenham sido colocadas saia, mesmo que por cima das próprias roupas pessoais.

Podem os Guias ao manifestarem-se tirarem camisas, ou utilizar panos atados ao peito? Normalmente isso ocorre com Guias manifestados em homens é claro.

E se quiserem trabalhar sem camisa, podem? E no caso das bebidas? Podem os Guias optar por beber diretamente na garrafa ou são obrigados a utilizar copos, taças ou cuités? E o que dizer de entidades que ao manifestarem-se pedem sandálias, sapatos, paletós, etc... Isso é correto?

A porta de um Centro Espírita, Terreiro, Roça ou Ilê, deve ficar aberta, ou seja, a frequência é liberada ou poderá ser controlado quem entra ou sai da casa, utilizando-se o método do portão fechado ou mesmo um porteiro?

A questão é puramente doutrinária e não vejo razão alguma para tantos ataques de uns aos outros. É importante que nos lembremos de um ditado muito antigo, porém muito eficaz. “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. E o mais quente ferro que costuma nos ferir é a nossa própria língua. Como já vimos em outras conversas, a Umbanda é uma doutrina extremamente aberta que permite vários entendimentos sobre suas origens e cultos. Então também é possível que haja dentro de cada aceitação um tipo de fundamentação ou doutrina diferente e não será pelos comentários contrários ou condenações sumárias que se chegará a uma definição do que é certo ou errado.

Se o zelador entende que na sua casa não deverá ter acesso qualquer tipo de pessoa, ainda que isso de certa forma fira o entendimento de prática da caridade, não deverá ser condenado por isso, já que todos sabem o quanto de maldade e violência é hoje praticada em todos os recantos do país e, não entendo como válido tentar justificar o fato como erro, utilizando a idéia de que se lá tem guias de verdade, então teria efetiva segurança, porque cada um é que sabe onde realmente estarão seus problemas. O mesmo caso se aplica a maneira tanto dos médiuns como dos guias se vestirem. Entendo que se há respeito e verdade, não será a roupa que irá modificar as qualidades dos guias nem dos médiuns que os manifestam.

É óbvio que essas colocações não estão abrindo as portas para procedimentos totalmente fora de padrões não só espirituais ou doutrinários como normalmente aceitos pela própria sociedade. Uma casa de Umbanda é um ambiente sagrado no qual se deve ter o maior cuidado e apreço pela educação e respeito.

Roupas adequadas, principalmente na assistência, sem sombra de dúvidas, permitirão uma boa qualidade da educação e posicionamento social. No entanto, admito que cada grupo é que deverá determinar qual o tipo de roupas serão mais adequadas à assistência, assim como ao corpo mediúnico.

Eu, particularmente, tenho as minhas preferências, mas tenho irmãos que possuem outras diferentes que as minhas, mas nem por isso, suas casas deixam de ter a força e a capacidade necessária para o trabalho espiritual e a prática da caridade.

O que importa na verdade é nossa boa intenção. Quando vamos a um Centro não devemos ir com olhos de júri de moda ou costumes, e sim com olhos de amor e boa vontade.

Aí sim, a vibração do nosso modo ou do modo de quem a pratica será cada vez maior e mais bem aproveitada.

Matéria do irmão Solo - Recife - PE.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Médiuns Não são Jesus



Uma história muito triste, mas que devemos contar sempre, ela é de uma pessoa que só queria que seu rebanho soubesse o que seu Pai lhe ensinou, falava em todos lugares e mesmo assim, muitos viravam as costas a ele, mesmo assim continuou, viu pessoas que trocavam a fé pelo dinheiro, mesmo assim parou para ensinar-lhes a rezarem, parou também frente aos pobres e doentes, fez com que eles também acreditassem na fé, muitos continuaram do mesmo jeito, somente seguiram-no com o olhar, o rebanho aumentou para doze pessoas mas que pequeno rebanho pois passara por milhares, mesmo assim ele continuou, dividiu o pão, aumentou o peixe e o vinho saciou a sede de muitos, mas mesmo assim, não foi compreendido, rezou para tirar a doença de muitos, mas muitos também não acreditavam nas suas palavras, e assim o final de tudo você já sabe, e talvez pensou que eu iria escrever de novo tudo aquilo, pois é o nome dele é Jesus, teve muitos nomes, e nunca falou que ele era a cura, e sim que era o caminho do Pai, e assim a sua cura esta em sua Fé ao Pai, Médiuns não são Jesus, Médiuns também são o caminho, talvez não o do Pai, pois ainda somos pequenos, mas com certeza somos o caminho do filho.

Salve nosso Pai Oxalá, Jesus por nascimento e Oxalá em nosso Coração.


Poema de Emidio de Ogum

terça-feira, 19 de junho de 2012

Perdão: Luz do Amor



Acende a luz zifio, pra Nêga Véia enxergar suncê!

Nêga tá no escuro zifio e precisa voltar a ver!

Esse ódio e ignorância fez Nêga Véia estar aqui, tentando ajudar suncê a encontrar a luz que pode lhe fazer feliz.

Esta luz tá dentro de suncê zifio, suncê só precisa procurar de verdade.

Querer e fazer brilhar a sua vida com a luz que vem da humildade.

Nêga Véia conhece o seu lado escuro zifio e não fica surpresa com o potencial de maldade, pois Nêga também conhece o seu lado divino na luz: àquele que leva a real felicidade!

Nêga entende seu destempero e rancor, zifio, mas se “alimentar” com o ódio não vai resolver.
Faça uma “dieta” deste alimento para que essa fome possa desaparecer.

Nêga entende sua sede de justiça zifio, sua vontade de “beber” da raiva para ver se esta sede termina, mas Nêga Véia fala que o único liquido que pode saciar esta sede é aquele formado da água que vem da fonte infalível da Justiça Divina.

Beba desta água zifio, deguste apenas o alimento do amor!

Apenas assim suncê ficará renovado e poderá esquecer esta dor!

Dor que está deixando em trevas todo o coração do zifio:
um lugar onde já houve tanta luz e que hoje tá um breu de tanta tristeza.

Tá tão escuro e gelado que Nêga não consegue ver suncê com clareza...

Nêga Véia não gosta de frio zifio e é por isso que pede:

Não se zangue com seu irmão, dobre os joelhos e faça-lhe uma prece!!!

Nêga Véia não gosta de escuro zifio e é por isso que faz um pedido pra sua própria evolução:

Não deixe Nêga Véia na escuridão, zifio!!!

Esqueça tudo e perdoe o seu irmão!!!

Só assim suncê poderá acender a luz que iluminará o teu coração!!!


Saravá a Deus Pai Todo Poderoso!!!

Saravá a toda a linha dos Pretos Velhos!!!

Saravá o perdão, a misericórdia e o amor!!!
        
          
        Fonte: http://pedrorangelsa.blogspot.com/

sábado, 16 de junho de 2012

A Fé



A Fé é um processo que vem sendo determinado e medido inclusive pela ciência através de experiências feitas em inúmeros países. A fé e o poder da oração feita com fé já foram testados em casos de saúde e demonstraram sua efetividade. A fé, no entanto, não pode se confundir com ansiedade. Muitos dizem ter fé, mas na verdade estão ansiosos, desejosos, torcem para que aquilo que desejam ocorra, mas não com fé, com desejo, vontade, etc.

Quantos, na demora no atendimento à sua vontade, emitem conceitos negativos (do tipo, somente eu não consigo, acontece somente comigo, como sou infeliz, etc.) Que vão para o espaço, e retornam à mesma pessoa, seja pela emissão de vibrações negativas. Tudo isso acontece pela falta de fé, confundida com a ansiedade que tem na busca de solução para seus problemas pessoais.

A fé não é crer em Deus. É saber que Ele existe e está presente em nossa vida todo o tempo. Deus não se afasta de nós, nós é que nos afastamos dEle, através da desarmonia de ações, de energia e de valores. Aquele que realmente tem fé treme e balança, mas não cai: “filho de umbanda balança, mas não cai”. Essa frase de um ponto histórico, conhecido por, provavelmente, todos os terreiros existentes no Brasil, dá uma demonstração do que significa a fé para um umbandista. Mesmo nas horas mais difíceis da vida ele se vale de suas entidades e, sobretudo, de deus (olorum, zambi, obatalá, tupã) e quando percebe já ultrapassou aqueles momentos que considerava impossíveis de superar. Essa é a fé que diferencia e que resguarda dos malefícios do mundo.

Por Pai Solano de Oxalá

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Hoje é Dia de Exu na Umbanda - Dia 13 de Junho - Dia de Santo Antônio


  Junho é o mês mais esperado por muita gente devido às festas juninas, e principalmente para fazer seus pedidos a Santo Antônio. Vamos saber um pouco mais sobre esse santo tão homenageado na Umbanda.


Salve Santo Antonio! Padroeiro dos Exus. Laroyê Exu! 

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, desfez-se de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.

Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio (que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.

Um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido.

Como todos os que seguem os desígnios simples e puros, muitas vezes os homens não lhes davam ouvidos, então isolava-se na Natureza, conversando com as aves e os pássaros.

Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele, com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas, nos trabalhos de desobsessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.

A falange de Zé Pelintra trabalha junto de Santo Antônio, e é o santo em Zé Pelintra deposita seus pedidos. Nos terreiros e tendas onde desce Zé Pelintra, no dia 13 de junho, ele chega para benzer os pães de Santo Antônio e os distribui aos filhos de fé, para serem guardados com açúcar e durante o ano inteiro o pão permanece sem estragar, para que traga fartura a cada um. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: – Zé Pelintra, cadê Santo Antonio: “Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação”. E assim, Zé Pelintra invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.

Santo Antônio faz parte da primeira linha que é de Oxalá. Os chefes-guia de suas falanges são: Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa.Rita, Santa Catarina, Santo Expedito, São Benedito e São Francisco de Assis. Os santos da linha de Oxalá, penetram nas linhas de quimbanda para desmanchar “trabalhos” feitos para prejudicar as pessoas.

“Santo Antônio é de Ouro Fino, suspende a bandeira e vamos trabalhar”

Salve Santo Antônio! Salve a Malandragem e Laroyê Exu!

Por Alex de Oxóssi.


Oração de Santo Antonio

Lembrai-vos, glorioso Santo Antonio, amigo do Menino Jesus, filho querido de Maria Imaculada, de que nunca se ouviu dizer que alguém daqueles que têm recorrido a vós e implorado a vossa proteção tenha sido por vós abandonado.
Animado de igual confiança, venho a vós, fiel consolador e amparador dos aflitos.
Gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés e, pecador como sou, ouso a me apresentar diante de vós.
Não rejeiteis, pois, a minha súplica. (Fazer o pedido), vós que sois tão poderoso junto ao Sagrado Coração de Jesus, mas escutai-a favoravelmente e dignai-vos a atendê-la.
Que Assim Seja.


Falando um pouco sobre Exu...

Sabendo que a Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é “A manifestação do espírito para a prática da caridade”, qual a principal função desempenhada pelos Exus nos nossos Templos, Terreiros, Casas, Tendas ou Centros?

Na Umbanda o Exu é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral como Espíritos Guardiões.

A reunião de Exu ou Gira de Exu na Umbanda tem como a maior finalidade descarregar os médiuns e os consulentes e sempre agir em prol da Caridade. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsediando e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda, pois os Exus da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo.


Oração à Exu

Ó Exu, glorioso trabalhador do céu e da terra,
Protetor das almas encarnadas e desencarnadas
E guardião dos espíritos de luz;
Eu vos invoco humildemente, para que me ajudes
A pregar o amor, a verdade a justiça,
E a fazer a caridade que Nosso Amado Mestre Jesus nos Ensinou.
Ilumine meu espírito com seu amor infinito
E sua bondade inesgotável, para que eu possa
Hoje e sempre ter a misericórdia da sua proteção,
E através dela concretizar e levar minha fé,
Vencendo toda a adversidade
E a feitiçaria dos homens da terra.
Laroyê Exu !
Que Assim Seja, na Energia de Exu!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Renovando Atitudes



Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina…”

Ele andou pelos caminhos terrenos desprovido de qualquer apego, consideração ou aplausos.

Ensinou a excelência da mensagem do amor em sua grandeza superlativa e, ao mesmo tempo, percorreu os caminhos, desacom­panhado de seus pais ou parentes, solicitando, todavia, a presença espontânea de amigos amorosos que lhes absorveram as lições inesquecíveis.

Não tinha sequer onde reclinar a cabeça, despojado de qualquer bem material; nunca tomava decisões precipitadas em face de atitudes positivas ou negativas que aconteciam em seu redor, mas sempre reflexionava com sua estrutura divina, pois tinha plena consciência de sua missão terrena em favor da educação de uma humanidade ignorante e sofredora.

Ele afirmava que todos deveriam ser vistos como irmãos ou amigos, porque sabia que em potencial poderiam vir a ser pais, filhos, cônjuges ou irmãos, visto que é da lei universal a reencarnação e a caminhada a um só rebanho e a um só Pastor.

Independente de tudo e de todos, conhecia a estrada a ser percorrida, pois estava seguro em Si mesmo; dessa forma, fez sua trajetória livre de convenções e padrões preestabelecidos, não acei­tando preconceitos de qualquer matiz, porqüanto sabia transitar com grandeza e dignidade pelos caminhos do mundo. Criatura magnífica, retinha na mente poderes que lhe per­mitiam manipular desde a intimidade da matéria até as essências mais sutis da alma humana.

Homem generoso, sempre voltado à Natureza, com a qual se integrava em plenitude.

Amava os lírios dos campos, os pássaros dos céus, os montes arborizados, as brisas da manhã, as águas dos lagos, os trigais, e a própria natureza divina que existe em tudo e em todos.

Ele exemplificou as belezas naturais terrenas, comparando-as com o Reino dos Céus, fazendo dessa forma um elo divino, isto é, uma ligação de amor entre os Céus e a Terra.

Ensinou-nos a respeitar inicialmente as coisas da Terra, para que pudéssemos, então, amar as coisas da Vida Maior.

Aparentemente fracassado na cruz, mostrou-nos logo após que venceu o mundo em todos os aspectos.

Jesus podia “ver” com absoluta facilidade por trás das cortinas do teatro da vida humana e tinha a nítida percepção das intenções mais secretas.

Os seres humanos, para Jesus, eram verdadeiros “livros abertos”: seu olhar penetrava o âmago das almas, onde conseguia alcançar seus pontos fracos.

Não sufocava com a força de sua personalidade aqueles que O procuravam; ao contrário, afirmava: ‘Tudo depende de ti”, ou mesmo, “Atua fé te curou”. Em outras ocasiões, aconselhava-os:

“Vai e não peques mais”, convidando-os para uma vida autêntica e oferecendo apoio e incentivo para construírem a “Casa sobre a rocha”.

Foi Mestre por excelência, porque se manteve longe dos excessos nos relacionamentos: do excesso de “convites”, que pro­move desmedido envolvimento pessoal, dificultando a ajuda real, e do excesso de “indiferença”, que provoca falta de compaixão e posicionamento frio.

Preceptor das Almas, levou-nos à reflexão íntima, ou melhor, à interiorização de nós mesmos, quando assegurou: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim”, (1) formalizando assim a necessidade do nosso autoconhecimento como base vital para alcançarmos o Rei­no do Céus.

Sigamos Jesus, Ele é a Luz do Mundo, o Sol Fulgurante que aquece as almas do frio interior, da desilusão e da desesperança.

Busquemos Jesus agora e sempre, porque só assim estaremos caminhando ao encontro da paz tão almejada.
(1) João 14:11.


Livro: RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

“Aquilo que é impenetrável para nós existe de fato. Por trás dos segredos da natureza há algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião.”

Albert Einstein.

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
Clique na Imagem e Leia o Livro.

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Pense Nisso...

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda